segunda-feira, 4 de março de 2013

Programa da disciplina de Direito Internacional Privado


UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO
FACULDADE DE DIREITO
















DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO


PROGRAMA DA CADEIRA






















Luanda
2013
I - DADOS PRELIMINARES


1.    Denominação: Direito Internacional Privado

2.    Unidade Orgânica: Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto

3.    Área Científica: Direito

4.    Unidade Curricular: Direito

5.    Tipo de unidade curricular: Obrigatória

6.    Língua de ensino: Português

7.    Ano do plano de estudos (inserção): 5.º ano

8.    Duração: Anual

9.    Horas de aulas semanais: 5h semanais (3 teóricas e 2 prática). Total: 108h teóricas e 72h distribuídas entre seminários e aulas práticas.

10. Requisitos de frequência: Ter frequentado com êxito as cadeiras precedentes 

11. Problema social: os alunos aprenderão ao longo do curso os princípios, as normas e os elementos teóricos necessários para a resolução das situações jurídicas plurilocalizadas.

12. Objecto: DIP enquanto ramo da ciência jurídica que estuda fundamentalmente as relações plurilocalizadas e o reconhecimento dos direitos adquiridos.



13. Objectivos

a)    Educativo: Estimular os estudantes a compreenderem os laços entre as diferentes nações motivadas pelo intercâmbio cultural e comercial, sobretudo, depois dos grandes avanços técnico - científicos que a humanidade conheceu nos últimos tempos;

b)   Instrutivos: proporcionar ao estudante uma visão geral sobre a crescente importância do DIP nas relações internacional, partindo da situação histórica do DIP e estabelecer a sua função dentro das actuais comunidades internacionais. Destacar os possíveis campos de aplicação do DIP na esfera privada, notadamente nos sectores pessoal e empresarial.

14. Docentes responsáveis: Alcídio Evaristo Domingos; Francisco Marcos Ngola;  Leonildo Manuel; João Damião


III - CONTEÚDO TEMÁTICO


TEMA I - NOÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I - PRIMEIRA NOÇÃO DE DIP

1.    Dos limites à eficácia da lei no espaço e do objecto do DIP
2.    Dos vários modos de regulamentação das relações privadas internacionais
3.    Da função, conceito e denominação do DIP
4.    Do âmbito do DIP 


CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO E NATUREZA DO DIP

1.    Fundamentação nacional ou internacional do DIP
2.    Natureza do DIP

CAPÍTULO III - A JUSTIÇA DO DIP E OS INTERESSES QUE INSPIRAM AS SOLUÇÕES DO DIP

1.    Justiça material e justiça formal
2.    Princípios e interesses do DIP


CAPÍTULO IV - DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DO DIP

1.    Origens do DIP
2.    Escolas estatutárias dos conflitos de leis
3.    O século XIX


CAPÍTULO V - ORIENTAÇÕES CONTEMPORÂNEAS DO DIP

1.    A crítica norte - americana ao método clássico de resolução de conflitos de leis no espaço
2.    Tendências recentes do DIP
2.1.        A pluralidade de métodos: as normas matérias de DIP e as normas de aplicação imediata;
2.2.        A flexibilização das normas de conflitos: cláusulas de excepção.

PARTE II - PARTE GERAL DO DIREITO DE CONFLITOS

CAPÍTULO I - FONTES, OBJECTO, FUNÇÃO, NATUREZA E  ESTRUTURA DA NORMA DE CONFLITOS

1.    Fontes das normas de conflitos
2.    Objecto e função das normas de conflitos (unilateralismo e bilateralismo)
3.    Natureza das normas de conflitos
4.    Elementos estruturais das normas de conflitos
5.    A "remissão" para o direito estrangeiro operada pelas normas de conflitos



CAPÍTULO II - O ELEMENTO DE CONEXÃO

1.    Tipos de elementos de conexão
2.    Das várias modalidades de conexão
3.    A concretização do elemento de conexão
4.    Referências gerais aos conceitos técnico  - jurídicos utilizados como elementos de conexão


CAPÍTULO II - O CONCEITO – QUADRO

1.    Problemas metodológicos gerais suscitados pelo conceito – quadro
2.    O problema da Qualidade em DIP

CAPÍTULO III - INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS NORMAS DE CONFLITOS

1.    Interpretação
2.    Integração de lacunas

CAPÍTULO IV - LIMITES À APLICAÇÃO DAS NORMAS DE CONFLITOS

1.    Limites inerentes à posição subordinada da norma de conflitos no contexto DIP
2.    Conflitos de sistemas de DIP no espaço: a problemática dos direitos adquiridos
3.    O reenvio ou devolução como problema de interpretação do direito de conflitos 



CAPÍTULO V - APLICAÇÃO DE DIREITO ESTRANGEIRO

1.    Aplicação de direito estrangeiro formal: referência a um ordenamento plurilegislativo
2.    Aplicação e interpretação de direito estrangeiro material



CAPÍTULO VI - A RESERVA DE ORDEM PÚBLICA INTERNACIONAL

1.    Caracterização do problema
2.    O regime vigente


CAPÍTULO VII - A FRAUDE À LEI EM DIP

1.    Caracterização do problema
2.    O regime Vigente


PARTE III - PARTE ESPECIAL DO DIREITO DE CONFLITOS

CAPÍTULO ÚNICO - SÚMULA DAS PRINCIPAIS NORMAS DE CONFLITOS DO DIP ANGOLANO

SECÇÃO I - QUESTÕES DA PARTE GERAL DO DIREITO PRIVADO

1.    Personalidade e capacidade jurídicas das pessoas singulares
2.    Capacidade de exercício
3.    Direitos de personalidade
4.    Pessoas colectivas
5.    Declaração negocial
6.    Forma da declaração negocial
7.    Representação
8.    Prescrição e caducidade

SECÇÃO II - DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

1.    Obrigações provenientes de negócios jurídicos
2.    Gestão de negócios e enriquecimento sem causa
3.    Responsabilidade extracontratual

SECÇÃO III - DIREITOS REAIS E PROPRIEDADE INTELECTUAL

1.    Direitos reais
2.    Direitos de autor e propriedade industrial

SECÇÃO III - DIREITO DE FAMÍLIA

1.    Constituição do estado de casado
2.    Relações entre cônjuges
3.    Regime de bens e divórcio
4.    Filiação

SECÇÃO II - DIREITO DAS SUCESSÕES

1.    Determinação da lei aplicável às sucessões por morte
2.    Sucessão voluntária e actos inter vivos com repercussões sobre a sucessão

PARTE IV - DOS EFEITOS DE ACTOS PÚBLICOS ESTRANGEIROS SOBRE DIREITOS PRIVADOS

CAPÍTULO I - RECONHECIMENTO E EXECUÇÃO DE SENTENÇAS ESTRANGEIRAS

1.    Princípios substantivos sobre o reconhecimento de sentenças estrangeiras
2.    O regime vigente


CAPÍTULO II - COMPETENCIA INTERNACIUONAL DOS TRIBUNAIS ANGOLANOS

1.    Princípios gerais sobre competência internacional dos tribunais
2.    O regime vigente

IV - BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL


COLLAÇO, I. Magalhães, Direito Internacional Privado, Vols. I, II e  III – Lições proferidas no ano lectivo de 1958/59, com reedições
COLLAÇO, I. Magalhães, Sumário das Lições proferidas no ano lectivo de 1971/72
CORREIA, A Ferre, Lições de Direito Internacional Privado, 1973
MACHADO, João Baptista, Lições de Direito Internacional Público, 3º Edição Actualizada, Almedina, Coimbra, 2009
PINHEIRO, Luís de Lima, Direito Internacional Privado, Vol. I – Introdução e Direito de Conflitos, Parte Geral, Almedina, 2003
RAMOS, R. Moura, Direito Internacional Privado e Constituição, Coimbra, 1980
Santos, A. Marques dos, Direito Internacional Privado (Sumários), Lisboa, 1987
Santos, A. Marques dos, Direito Internacional Privado, Vol. I, Lisboa, 2000


V – METODOLOGIA

1.    Método de Ensino: O método enquanto componente do processo docente educativo é um componente operacional e por isso variável. As aulas serão ministradas em forma de aulas teóricas, conferências e aulas práticas.  As aulas teóricas são dialogadas entre os estudantes e o Professor. O ensino prático é veiculado através da resolução, oral e escrita, de hipóteses  e da discussão de decisões de tribunais.

2.    Método de avaliação: A avaliação é contínua. Com interpelação dos estudantes no início de cada aula, como motivação para a passagem a um novo assunto ou continuidade do assunto anterior. No final de cada unidade temática realizar – se – a um seminário dependendo do conteúdo ministrado. No final de cada semestre provas semestrais e no final do ano o exame final. A classificação do teste escrito final pode ser majorado com elementos de avaliação continua.

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